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Dia do Trabalho na Guiné-Conacri: o SNE denuncia condições "sufocantes" para os professores.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Por ocasião da celebração do dia 1º de maio de 2026, que marcou o 14...
domingo, 3 de maio de 2026
Dia do Trabalho na Guiné-Conacri: o SNE denuncia condições "sufocantes" para os professores.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Por ocasião da celebração do dia 1º de maio de 2026, que marcou o 140º aniversário do Dia Internacional do Trabalhador, os trabalhadores guineenses foram mais uma vez chamados a refletir sobre suas condições de vida e de trabalho.
Nesse contexto, o Sindicato Nacional dos Professores (SNE), liderado por seu secretário-geral, Michel Pépé Balamou, publicou um comunicado em seus canais de comunicação, destacando uma situação preocupante para os professores na Guiné.
Nesta mensagem, o sindicato destaca o contraste entre o espírito festivo e a realidade no terreno: “Ao comemorarmos este 140º aniversário, a situação nas nossas salas de aula é desoladora. Apesar das promessas e dos memorandos de entendimento, as condições de vida e de trabalho dos professores na Guiné permanecem precárias, até mesmo indignas da nossa missão republicana.”
O SNE (Sindicato Nacional dos Professores) denuncia, em particular, a erosão do poder de compra dos professores, agravada pela inflação e pelo elevado custo de vida.
“Como podemos pedir a um educador que nutra as mentes das crianças da República quando ele próprio luta para alimentar a sua família?”, questiona o sindicato.
Para além dos salários considerados insuficientes, os professores têm de lidar com difíceis condições de trabalho: salas de aula sobrelotadas, falta de material didático e infraestruturas inadequadas.
“O professor guineense tornou-se um mágico, obrigado a produzir excelentes resultados com recursos escassos”, lamenta o texto.
O SNE (Sindicato Nacional da Educação) reitera que suspendeu a convocação de greve para 1º de dezembro de 2025, em uma tentativa de apaziguamento e diálogo com as autoridades. O sindicato apresenta essa decisão como um ato de responsabilidade, não uma rendição.
"A suspensão não é um fim. A vigilância do sindicato permanece", alerta o comunicado.
Uma longa lista de reivindicações
O sindicato também lista disfunções persistentes que, segundo eles, estão sufocando os trabalhadores do setor da educação:
o congelamento de salários e o não pagamento de bônus e atrasados;
a falta de transparência no processo de reclassificação;
atrasos administrativos relativos a professores aposentados;
a eliminação ou o não pagamento de bônus relacionados ao trabalho.
A situação é considerada ainda mais crítica para os professores das comunidades locais, que enfrentam, em particular:
a dificuldade em contratar funcionários terceirizados municipais, inclusive na zona especial de Conacri;
vários meses de salários atrasados para milhares de professores;
disparidades nos bônus de incentivo dependendo da região; Descumprimento dos compromissos relacionados ao aumento do índice salarial.
Diálogo e advertência ao governo
Apesar dessas dificuldades, o SNE (Sindicato Nacional dos Professores) reafirma sua participação contínua nos comitês técnicos criados para tratar de questões prioritárias no setor da educação, em especial a regularização dos professores contratados e a revisão do estatuto especial dos professores.
Contudo, o sindicato apela às autoridades para que passem das palavras à ação: “Investir nos professores é investir na estabilidade e no desenvolvimento da Guiné”.
O SNE também insta o governo a garantir a neutralidade em relação às organizações sindicais e a respeitar os princípios da liberdade sindical consagrados em convenções internacionais.
Michel Pépé Balamou apela à coesão e à mobilização dos professores, defendendo, ao mesmo tempo, uma reforma fundamental do sindicalismo no país. “A reconstrução dos sindicatos de professores na República da Guiné é um imperativo inegociável”, insiste.
A mensagem conclui em tom combativo e mobilizador: “Pela dignidade dos professores, a luta continua. Unidade de ação – Luta – Vitória!”
fonte: guinee360.com
1º de maio na Guiné-Conacri: O trabalhador privado do seu dinheiro, privado da sua celebração.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Como todos os anos, o mundo celebra o dia 1º de maio, Dia Internacional do Trabalhador. Na Guiné, porém, esta comemoração ocorre num clima particularmente tenso, marcado por uma persistente crise de liquidez que pesa muito no dia a dia dos cidadãos.
Há vários meses, o acesso a dinheiro tornou-se um verdadeiro problema, especialmente em Conacri. Nos bancos e nas casas de câmbio, os levantamentos estão agora limitados, dificultando o recebimento dos salários por muitos trabalhadores, que, no entanto, são depositados regularmente nas suas contas.
Nesse contexto, a celebração do Dia Internacional do Trabalhador assume uma ressonância particular: o que o trabalhador guineense está realmente celebrando hoje? A pergunta merece ser feita.
Para muitos funcionários públicos, a realidade é dura: receber um salário já não garante a liberdade de gastá-lo. Entre longas filas nos bancos e restrições de saque, acessar o próprio dinheiro pode, por vezes, parecer uma provação.
Diante dessa situação, o governo, por meio do Ministério do Trabalho, anunciou o adiamento das festividades de 1º de maio para uma data posterior — uma decisão que, ao contrário do que se pensa, evidencia as dificuldades atuais.
Por sua vez, o Sindicato Nacional dos Professores (SNE), liderado por seu secretário-geral, Michel Pépé Balamou, defende que este dia seja um momento de reflexão. O sindicato destaca a discrepância entre o espírito festivo e a realidade vivida pelos professores no dia a dia.
Segundo o SNE, apesar dos compromissos assumidos e dos acordos firmados com as autoridades, as condições de vida e de trabalho dos professores não melhoraram significativamente.
A organização denuncia, em particular, a erosão do poder de compra, agravada pela inflação e pelo alto custo de vida.
Além do setor da educação, essa observação parece ser compartilhada por uma grande parcela dos trabalhadores guineenses. Entre as dificuldades de acesso a recursos financeiros e a deterioração das condições de vida, o 1º de maio surge menos como uma celebração do que como um lembrete dos desafios persistentes.
Nesse contexto, o Dia Internacional do Trabalhador ressoa mais como um apelo à ação dirigido às autoridades, instando-as a apresentar soluções concretas para as reivindicações dos trabalhadores.
fonte: guinee360.com/
GUINÉ-CONACRI: Aboubacar Sidiki Camara - “A Rússia continua sendo um parceiro privilegiado em termos de cooperação militar”.
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A Guiné deu mais um passo na modernização de seu exército. Em Conacri, um carregamento significativo de equipamentos militares russos foi entregue às forças de defesa e segurança, um símbolo de uma parceria estratégica que o Ministro da Defesa descreveu como mais crucial do que nunca para o fortalecimento das capacidades operacionais do país.
A cerimônia ocorreu na sexta-feira, 1º de maio de 2026, na principal base aérea de Conacri, na presença do Presidente da Transição, Mamadi Doumbouya, do Alto Representante do Ministério da Defesa da Rússia, que também é enviado especial de Vladimir Putin, e do Embaixador da Rússia na Guiné.
Em seu discurso, o Ministro da Defesa Nacional, Aboubacar Sidiki Camara, fez um panorama da história das relações bilaterais. “Em 2 de outubro de 1958, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas foi um dos primeiros países a estabelecer relações diplomáticas e de cooperação com a nossa jovem República, e também a apoiar todas as aspirações de emancipação da época. Desde então, a cooperação militar tem sido uma prioridade máxima nessas relações entre os dois países”, afirmou.
Prosseguindo, o Ministro lembrou: “Vale a pena recordar que os primeiros equipamentos importantes para a Força Aérea, a Marinha, a artilharia, os veículos blindados e o armamento são fruto dessa cooperação, que tornou o exército guineense um dos mais temidos da sub-região”. Ainda hoje, décadas depois, a Guiné recebe cerca de dez bolsas de estudo militares por ano para a formação de especialistas em todos os ramos das Forças Armadas da Guiné.
Ele também enfatizou a contínua aquisição de equipamentos militares russos: “Foi levando em consideração todas essas realidades históricas e a qualidade das relações em constante evolução entre nossos dois países que o comando militar estendeu a mão às forças armadas russas e que, por vontade de Sua Excelência o Sr. Vladimir Putin, esse equipamento chegou ao conhecimento de Sua Excelência o Presidente da República, Comandante Supremo das Forças Armadas, a fim de fortalecer as capacidades operacionais de nossas forças, que estão comprometidas com a paz e a segurança em nossos respectivos países, bem como no mundo. Nesta fase de recuperação econômica, com o horizonte de 6 de março de 2040, e o fortalecimento de nossa instituição de defesa diante de múltiplas ameaças, a Federação Russa permanece um parceiro privilegiado na cooperação militar”, afirmou Aboubacar Sidiki Camara.
fonte: https://www.guinee360.com
CHINA APOSTA NOS PEQUENOS PAÍSES LUSÓFONOS.
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Um estudo académico aponta que a China tem vindo a consolidar a sua presença tecnológica e económica nos pequenos países lusófonos da África Ocidental, nomeadamente Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
Um relatório, assinado por investigadores da Universidade de Georgetown e do grupo de reflexão The Digital Economist, destacou que estes Estados, “historicamente marcados pela fragilidade económica e política”, encontram na parceria com a China uma alternativa às “tradicionais ligações com o Ocidente”.
“Estes pequenos países contam uma história grande e globalmente significativa sobre a melhor forma de prosseguir o desenvolvimento internacional nos mercados emergentes”, escrevem os autores, William Vogt (The Digital Economist), Guilan Massoud-Moghaddam e Robert Miles Chong (Universidade de Georgetown).
Em declarações à Lusa, Vogt sublinhou que “a China está a construir relações mais estreitas com os países de língua portuguesa através da ligação cultural partilhada com Macau” e recordou que Pequim “tem também um historial de apoio a camaradas comunistas em alguns destes países durante os primeiros anos das respetivas independências”.
Segundo o académico, a situação actual nestes países “alinha-se com algumas das prioridades de investimento directo estrangeiro de Pequim, nomeadamente a promoção das inovações tecnológicas avançadas da China”. Há, acrescenta, “uma convergência na promoção da disseminação de tecnologia avançada de vigilância e na introdução de componentes, ferramentas e infraestruturas essenciais para a sua plena implementação em novos mercados”.
“Os países de língua portuguesa destacam-se neste contexto porque estão motivados a aplicar tais programas para reforçar a segurança, enquanto a China procura difundir as suas inovações tecnológicas de ponta no mercado global mais amplo”, afirmou Vogt, sublinhando que para Pequim isto tem o efeito adicional de consolidar relações económicas mais firmes e uma penetração de mercado já visível em alguns destes países.
Segundo o estudo, na Guiné-Bissau, Pequim tem investido em agricultura, energia e telecomunicações, incluindo acordos com a Huawei e apoio à produção de caju.
Na investigação recorda-se que “a combinação de 500 anos de subdesenvolvimento português e um tipo de socialismo estatal garantiu que o país nunca fosse capaz de aproveitar os seus recursos naturais e humanos”.
Apesar da instabilidade política, a Guiné-Bissau aderiu à iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’ em 2021, procurando reforçar a cooperação com a China.
A iniciativa lançada pelo Presidente chinês, Xi Jinping, em 2013, é descrita como uma estratégia global de infra-estrutura e desenvolvimento, que visa ligar a Ásia, Europa e África por meio de rotas terrestres e marítimas, fomentando o comércio, investimentos e a influência económica chinesa.
Em Cabo Verde, os investimentos chineses concentram-se no turismo e nas tecnologias de informação e comunicação. Projectos como a instalação de cabos submarinos de fibra óptica pela gigante tecnológica Huawei são apontados como exemplos da aposta de Pequim em transformar o arquipélago num destino internacional e num ‘hub’ digital regional.
“Cabo Verde é um país com intermediação financeira fraca e escassa diversidade de recursos naturais”, nota-se no estudo, sublinhando que o investimento externo direto tem sido uma “tábua de salvação” para a economia.
Já em São Tomé e Príncipe, Pequim tem privilegiado o sector agrícola e o desenvolvimento portuário, com vista a explorar o potencial energético e marítimo do arquipélago.
A decisão de cortar relações com Taiwan em 2016 abriu caminho a novos acordos bilaterais, incluindo projetos de TIC sustentáveis e apoio à investigação agronómica. No relatório descreve-se o arquipélago como “mais do que a terra do cacau e do café”, apontando-o como o “Qatar do Golfo da Guiné” pela sua posição estratégica.
Para Vogt, o posicionamento global da China revela “uma provável compreensão das prioridades e dos caminhos de desenvolvimento enfrentados por estes países”, que podem ser atraídos pela abordagem de Pequim “enquanto potência não ocidental, sem o peso histórico dos abusos das políticas imperialistas ocidentais”.
Hoje, acrescentou, “a China oferece benefícios socioeconómicos plausíveis a estes países através de produtos, programas e iniciativas considerados úteis para um desenvolvimento digital sustentável”, ao mesmo tempo que mantém “um historial de fornecer oportunidades para desenvolver outras indústrias lucrativas através de investimento e infraestruturas turísticas”.
“BASTANTE LAMENTÁVEL” ATAQUE A IMIGRANTES NA ÁFRICA DO SUL.
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A ministra do Trabalho de Moçambique considerou “bastante lamentável” a situação de ataques a imigrantes na África do Sul e espera que se resolva “muito rapidamente”.
Ivete Alane, ministra do Trabalho, Género e Acção Social de Moçambique, diz que “é uma situação lamentável, bastante lamentável e estamos todos muito tristes com o que temos estado a assistir”.
A governante avançou que tem estado em contacto diário com a representação de trabalho moçambicana na África do Sul e, até este momento, não há notícias oficiais de trabalhadores de Moçambique afectados.
“É nossa expectativa que a situação se resolva muito rapidamente e nós vamos continuar a acompanhar o processo e a garantir que os nossos trabalhadores não fiquem afetados por esta situação que se vive na África do Sul”, referiu Ivete Alane.
A ministra do Trabalho apelou para uma convivência pacífica, lembrando que hoje em dia se vive num mundo em que as pessoas se movimentam e que estrangeiros “existem em toda a parte”.
“Não importa onde estamos, em que país é que estamos, temos de promover um mundo de paz”, concluiu.
A África do Sul tem registado manifestações e tensões sociais visando migrantes, sendo que, no início do mês, uma marcha contra a imigração culminou em ataques a negócios de estrangeiros na província do Cabo Oriental, Este do país.
Na quinta-feira, a embaixadora moçambicana na África do Sul, Maria Gustavo, pediu aos moçambicanos calma face à situação.
A responsável apelou aos moçambicanos que tenham sido vítimas da situação que contactem uma representação consular nacional próxima para “esclarecer o que terá acontecido”, que se distanciem das manifestações em curso e de locais de risco e que acompanhem as informações partilhadas pelos líderes comunitários naquele país ou comuniquem diretamente à embaixada moçambicana, caso haja problemas.
O Partido Otimista pelo Desenvolvimento de Moçambique (Podemos), líder da oposição, pediu, no mesmo dia, ações conjuntas entre os governos moçambicano e sul-africano, apontando falhas na ação consular e diplomática.
Na quarta-feira, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) criticou o silêncio do executivo e propôs a criação de uma comissão parlamentar para abordar o problema com as autoridades sul-africanas.
Também na terça-feira, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) apelou a uma intervenção urgente junto do Governo sul-africano, manifestando preocupação com a segurança dos moçambicanos naquele país.
A África do Sul tem registado episódios recorrentes de violência xenófoba, com destaque para os incidentes de 2019, que causaram a morte de pelo menos 18 estrangeiros, segundo a Human Rights Watch.
folha8
ANGOLA: LEILÃO DE MAIS 74 DIAMANTES ESPECIAIS.
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A Empresa Nacional de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam) anunciou hoje que vai leiloar 74 pedras especiais de diamantes, com peso igual ou superior a 10,8 quilates, entre 23 de Fevereiro e 4 de Março.
Segundo a Sodiam, as sessões de visualização irão decorrer a partir da próxima segunda-feira até 3 de Março nos seus escritórios, em Luanda, e o processo de licitação que será feito de forma electrónica, apenas, encerra em 4 de Março às 10:00 locais.
A empresa refere, em comunicado, que o leilão será direccionado a clientes registados na sua base de dados e que tenham experiência na comercialização de pedras especiais, sendo que os lotes irão incluir um total de 74 pedras.
As pedras especiais foram produzidas nas minas de Luele (37), Catoca (14), Mussende (08), Kaixepa (05), Chitotolo (05), Lulo (02) e nas minas do Cuilo Kwenda, Somiluana e Furi com uma cada.
Este será o décimo sexto leilão electrónico de diamantes brutos organizado pela Sodiam desde 2019 e é organizado em colaboração com a empresa Trans Atlantic Gem Sales.
Em 2025, a Sodiam exportou cerca de 17,8 milhões de quilates em bruto por um valor de cerca de 1,8 milhões de dólares, posicionando Angola como o terceiro maior produtor mundial de diamantes brutos em termos de valor, lê-se ainda no comunicado.
A Sodiam promove a comercialização e transformação de diamantes, capitalizando o seu rendimento em activos que – diz – “geram futuro brilhante para as comunidades”. Também afirma quer visa “tornar-se uma empresa de referência mundial no suprimento de diamantes naturais, com ética e responsabilidade”
Quanto aos seus valores, salienta na Ética a aposta “nas transacções, através da transparência, previsibilidade, equilíbrio entre a necessidade de intervenção pública e dos actores do mercado”, comprometendo-se na adopção de “medidas de natureza estratégica necessárias para garantir a estabilidade e atractividade dos preços dos diamantes angolanos”. Quanto à Fiabilidade diz que trabalha “para assegurar a fiabilidade dos dados e informação sobre a actividade de comercialização de diamantes em Angola”.
A Empresa Nacional de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam E.P.) é a empresa pública angolana responsável por controlar e supervisionar a negociação, compra, venda e exportação de diamantes em Angola. A companhia actua em estreita cooperação institucional com outras entidades relevantes à Indústria de diamantes com as seguintes funções principais:
Actuar como canal único da comercialização; Gestor de reservas estratégicas de diamantes do Estado; Comprador e revendedor de diamantes brutos da produção em pequena escala (artesanal ou semi-industrial); Assegurar o abastecimento de diamantes das fábricas de lapidação.
Em Angola, a empresa tem a sede em Luanda, um Polo de Desenvolvimento Diamantífero (PDDS) e um centro de treinamento em avaliação e lapidação de diamantes (CEFOLAD), em Saurimo.
A função de Órgão Público de Comercialização visa garantir e uniformizar as questões metodológicas, de segurança, transparência, transação e certificação dos diamantes, além de facilitar o cumprimento das obrigações do Estado no âmbito das premissas do Sistema de Certificação do Processo Kimberley.
A empresa procura, com as suas operações: Actuar como Órgão Público de Comercialização; Gestor de reservas estratégicas dos diamantes do Estado; Promotor do fomento da actividade de lapidação de diamantes; Comprador e revendedor de diamantes brutos da produção em pequena escala (artesanal ou semi-industrial); Promotor e organizador dos diferentes modelos de venda de diamantes no mercado internacional.
A empresa tem os escritórios de representação na Bélgica (SODIAM ANTWERP BVBA) e explora oportunidades mercados de Israel, Dubai, Shangai e Macau.
fonte: folha8
CONGO BRAZAVILLE: Novo código de mineração para acelerar a industrialização do setor de mineração de minério sólido.
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Aprovado pelas duas casas do Parlamento em 8 e 10 de abril de 2026, respectivamente, o novo código de mineração da República do Congo representa um avanço na otimização das receitas da mineração e na gestão sustentável dos recursos minerais.
O setor de mineração congolês era regido por um código datado de 11 de abril de 2005. Este código havia sido adotado para atrair investimentos maciços no setor de minerais sólidos e aprimorar o conhecimento sobre o solo e o subsolo congoleses. O Congo possui diversos minerais procurados no mercado global, incluindo ferro, potássio, fosfatos, cassiterita, coltan (columbita-tantalita), elementos de terras raras, diamantes brutos, ouro, quartzo e estanho. No entanto, esse rico potencial permanece insuficientemente explorado, e sua exploração acarreta enormes problemas ambientais, sociais e de segurança.
Do ponto de vista econômico, o setor de minerais sólidos contribui pouco para o orçamento do Estado, que enfrenta dificuldades para conter o contrabando de metais preciosos (ouro, diamantes brutos e coltan), bem como de metais pesados (em particular, cobre), que são exportados ilegalmente. Essas deficiências, prejudiciais ao Estado e às comunidades locais, levaram o governo a empreender uma reforma profunda do código de mineração de 2005, a fim de adaptá-lo aos desenvolvimentos do setor em níveis nacional, sub-regional e internacional. Desenvolvido com o apoio do Banco Mundial desde 2016, o novo código de mineração, recém-adotado, é resultado do trabalho realizado por um grupo de especialistas congoleses, com a assistência do escritório de advocacia Emery Mukendi Wafwana & Associates, entre 2016 e 2018. O projeto concilia a atratividade do investimento e a gestão estratégica dos recursos minerais com mecanismos inovadores, como o controle aprimorado da exploração e exportação de minerais, a exigência de processamento local de substâncias minerais ou fósseis em produtos semiacabados ou acabados antes de qualquer exportação, a criação da empresa nacional de mineração de produtos sólidos, o estabelecimento de um fundo de mineração e a prioridade dada ao conteúdo local, incluindo a obrigação de cada empresa de mineração realizar projetos sociais estruturantes, estabelecer provisões financeiras (para reposição de depósitos, proteção ambiental e recuperação de áreas degradadas), recuperar progressivamente as áreas exploradas antes do fechamento e assinar contratos financiados por um fundo de desenvolvimento comunitário.
Este código mineiro também consagra o sistema de partilha de produção, confere grande importância ao cadastro mineiro, reforça o papel central do centro de pesquisa geológica e mineira, converte as autorizações de mineração de pequena escala em licenças, cria licenças para a exploração e aproveitamento de rejeitos de mineração, adapta o regime tributário e aduaneiro para produtos mineiros de forma a beneficiar a economia nacional sem desencorajar os investidores, mantendo, contudo, as normas de controle cambial, reitera a obrigatoriedade de as empresas mineiras contratarem seguros e reforça as sanções por infrações e fraudes relacionadas com o cumprimento das normas administrativas e fiscais, a mineração ilegal, a proteção ambiental e a adesão às práticas mineiras universalmente aceites.
O Estado optou pelo princípio da adaptação, em vez da não retroatividade, para o processamento dos títulos e contratos mineiros em vigor à data da entrada em vigor desta nova lei mineira. Isto significa que as empresas mineiras detentoras destes títulos e contratos têm um prazo definido para os adaptar às disposições do novo código através de alterações a serem acordadas com o Estado. A implementação deste novo código visa promover uma transformação estratégica do setor de minerais sólidos, fortalecer a soberania nacional e estabelecer uma governança mineira moderna, rigorosa e voltada para o futuro.
Jean-Romuald MAMBOU
VOTAÇÃO SOBRE A "LEI SONKO" NO SENEGAL: Aguardando a decisão do Conselho Constitucional…
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Uma lei bastante controversa foi aprovada em 28 de abril no Senegal pela Assembleia Nacional, amplamente vista como uma medida feita sob medida para o primeiro-ministro Ousmane Sonko, a fim de garantir sua elegibilidade para a próxima eleição presidencial. Vale lembrar que o ex-líder do partido Patriotas Africanos do Senegal pelo Trabalho, Ética e Fraternidade (PASTEF) e opositor ferrenho do regime do ex-presidente Macky Sall foi impedido de concorrer à presidência em 2024 após uma condenação judicial que o tornou inelegível. Essa condenação ainda pesa sobre ele, especialmente porque a Suprema Corte rejeitou seu recurso para anular a sentença em julho de 2025.
Essa votação parece uma vitória parcial para Ousmane Sonko.
Um veredicto final, que não impediu o ex-prefeito de Ziguinchor de assumir o cargo de primeiro-ministro, mas que resultou em sua inelegibilidade para o cargo por cinco anos, além das outras penalidades que lhe foram impostas. É essa espada de Dâmocles pairando sobre a cabeça do homem conhecido por ter sido mentor do presidente Bassirou Diomaye Faye em tempos recentes que a votação desta lei, que gerou um acalorado debate no Senegal, visa remover. Isso se verifica tanto dentro da oposição quanto entre uma parcela da maioria presidencial. Tal fato é ainda mais provável considerando que essas queixas não impediram a aprovação tranquila do projeto de lei, apresentado por meio de um procedimento de urgência, na Assembleia Nacional, onde foi adotado sem dificuldades na última terça-feira, com 128 votos a favor, 11 contra e duas abstenções. Como poderia ser diferente, se sabemos que as eleições legislativas antecipadas de novembro de 2024, realizadas após a eleição do presidente Bassirou Diomaye Faye para suceder Macky Sall, resultaram em um parlamento dominado pelo PASTEF, que conquistou 130 das 165 cadeiras em disputa? Independentemente dos motivos apresentados, esta votação representa uma vitória significativa para Ousmane Sonko, que estava ansioso e não escondia sua ambição de se tornar o sucessor do chefe de Estado, a quem impulsionou para a corrida pelo cargo mais alto do país devido à sua condenação que o desqualificava. Ele tem ainda mais motivos para comemorar, já que esta reforma eleitoral tende a garantir sua elegibilidade para a próxima eleição, aguardando a decisão final do Conselho Constitucional sobre o assunto. Porque se há uma questão que gera debate nesta nova lei eleitoral, é o princípio da retroatividade. E a oposição prometeu levar o assunto ao Supremo Tribunal. Enquanto isso, o presidente Bassirou Diomaye Faye tem motivos para se preocupar. Esta discussão renovada sobre a possibilidade de seu primeiro-ministro concorrer à próxima eleição presidencial corre o risco de exacerbar as tensões dentro do partido governista, intensificando a rivalidade entre as duas principais figuras do Poder Executivo.
Se o PASTEF não tomar cuidado, essa luta pelo poder poderá ter sérias consequências para a coesão do partido.
A aprovação desta lei, para grande desgosto da Coligação Presidencial de Diomaye, que partilhava das mesmas queixas da oposição, pode ser vista como prova tangível do domínio dos apoiantes do Primeiro-Ministro no Parlamento. Em qualquer caso, se a PASTEF não tiver cuidado, esta luta pelo poder que se desenrola nos bastidores, tendo em vista as eleições presidenciais de 2029, poderá ter sérias consequências para a coesão partidária, caso o Chefe de Estado e o seu Primeiro-Ministro trabalhem para se neutralizarem mutuamente. Além disso, Ousmane Sonko deve ter cuidado para não ser acusado hoje das mesmas queixas que lançou contra Macky Sall quando este era líder da oposição — nomeadamente, de manipular as instituições para benefício próprio. Em última análise, espera-se que, quando chegar a altura, o Conselho Constitucional faça jus à sua reputação e defenda a lei unicamente no interesse do povo senegalês. Porque, no fundo, a questão fundamental desta lei é se beneficia verdadeiramente o Senegal ou se foi concebida para servir os interesses de um único indivíduo.
fonte: lePayy.bf
segunda-feira, 27 de abril de 2026
ATAQUES TERRORISTAS NO MALI: Solidariedade com o Mali.
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Os ataques coordenados contra Kati, Sévaré, Kidal e outros locais estratégicos não devem ser descartados como apenas mais um episódio na trágica rotina de um conflito que assola o Mali há mais de uma década. Pelo contrário, revelam uma estratégia meticulosamente planejada e executada com cinismo, que desfaz a noção de que grupos armados desorganizados sejam o único meio de expressão desses terroristas. O que ocorreu no último fim de semana em diversas cidades malianas demonstrou, na verdade, uma capacidade de planejamento, sincronização e mobilização que confirma a existência de convergência operacional entre atores com agendas distintas.
Esse modus operandi visa unicamente semear o terror.
De um lado, o JNIM, engajado em uma estratégia de desestabilização do Estado e imposição de uma ordem ideológica pela força. Do outro, a Frente de Libertação de Azawad (FLA), enraizada em uma antiga reivindicação territorial e identitária. A coordenação das suas ações em múltiplos teatros de operações demonstra claramente que não se trata de uma mera coligação oportunista, muito menos de uma fusão ideológica destes grupos, mas sim de uma cumplicidade tática dirigida contra um Estado e a sua população. A multiplicação das frentes, a sobrecarga das capacidades das forças de defesa do Mali e a criação de um clima de pânico generalizado constituem uma estratégia devastadora e mortal, implementada impiedosamente e sem a mínima consideração pelo custo humano. Para além dos alvos estritamente militares, estes ataques fazem parte de uma lógica de terror que consiste em atacar os arredores de Bamako, alcançar Kati, perturbar Sévaré e invadir Kidal, quase simultaneamente, com o objetivo de enviar uma mensagem clara aos malianos: que nenhuma área do país está verdadeiramente segura. Nenhuma reivindicação territorial, nenhuma ideologia religiosa, nenhum discurso de marginalização pode conferir qualquer legitimidade a tais ações, especialmente quando ocorrem em áreas povoadas, como foi o caso no último sábado. Este modus operandi visa unicamente semear o terror, abrindo múltiplas frentes para desorientar o exército maliano, imobilizando-o no sul para poder manobrar no norte, particularmente em torno de Kidal, e explorando sistematicamente todas as fragilidades até o ponto de manter todo o país como refém. Diante dessa ofensiva total, o exército maliano lançou contra-ataques e operações de varredura para retomar o controle das áreas afetadas. No entanto, permanecem questões legítimas sobre a capacidade dos atacantes de ditar o ritmo e criar um vácuo que foi rapidamente preenchido pelo medo ao longo do sábado. Como grupos sob pressão no Mali, mas também em Burkina Faso e Níger, conseguiram organizar ataques de tal magnitude? Como puderam atacar áreas tão sensíveis quase simultaneamente?
Eles decidiram se coordenar, movidos por uma estratégia de sobrevivência.
Parte da resposta reside, sem dúvida, em sua adaptabilidade. Encurralados, não abandonaram suas atividades desestabilizadoras; pelo contrário, decidiram se coordenar, movidos por uma estratégia de sobrevivência, para atacar com mais força e indiscriminadamente. Mas isso não basta para explicar tudo. Se tais ataques podem ocorrer em plena luz do dia em áreas consideradas seguras, é porque provavelmente existem vulnerabilidades que precisam ser rapidamente identificadas e solucionadas. Isso não significa negar os esforços das forças malianas para garantir a segurança do país, nem minimizar os sacrifícios feitos pelas autoridades para neutralizar os grupos armados, cuja responsabilidade continua sendo enorme nesses eventos. No entanto, devemos ter a coragem de reconhecer que, além das operações militares, a guerra também se trava na capacidade de antecipar e prevenir esse tipo de ataque, que visa minar o moral da população e semear a dúvida, mesmo entre os mais resilientes. É por meio de respostas vigorosas, proporcionais ao perigo representado por esses grupos armados, que a estratégia adotada até agora para expulsar os inimigos do Mali de seu território poderá ser mais eficaz, em benefício dos malianos e do resto do mundo.
fonte: lepays.bf
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Aqui estão os principais momentos da situação de segurança no Mali desde 2012, após os ataques coordenados realizados neste fim de semana por jihadistas e pela rebelião tuaregue contra a junta militar governante, particularmente em Kidal, Kati e Gao.
O Norte sob Controle Jihadista
Desde a sua independência da França em 1960, o Mali tem vivenciado diversas rebeliões dos tuaregues, um povo nômade de origem berbere do Saara, que se insurgiram contra a dominação das populações negras sedentárias do Sul.
Em março de 2012, os militares depuseram o presidente Amadou Toumani Touré, acusando-o de "incompetência" no combate à rebelião separatista tuaregue e a grupos islamistas no Norte.
A rebelião e grupos ligados à Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQIM) tomaram o controle de importantes cidades do Norte. Os rebeldes tuaregues foram posteriormente expulsos pelos jihadistas.
Intervenção Francesa
Os jihadistas foram parcialmente expulsos pela Operação Serval, lançada pela França em 2013, que foi substituída em 2014 pela Operação Barkhane, a operação anti-jihadista no Sahel, também sob comando francês. O exército francês estabeleceu presença no Mali por quase uma década.
A Missão Multidimensional Integrada de Estabilização das Nações Unidas no Mali (MINUSMA) também foi mobilizada, substituindo a AFISMA (a força pan-africana).
Acordo de Paz
Em 11 de agosto de 2013, Ibrahim Boubacar Keïta, conhecido como "IBK", foi eleito presidente.
Um acordo de paz foi assinado em 2015 entre o governo e os grupos separatistas no norte.
No entanto, o país continuou assolado pela violência de grupos jihadistas, agravada por conflitos intercomunitários.
Golpes de Estado e a Saída da França
"IBK", reeleito em 2018, foi deposto por um golpe militar em 18 de agosto de 2020. Um presidente de transição foi nomeado, mas também foi deposto em um segundo golpe em 24 de maio de 2021. O general Assimi Goïta tornou-se chefe da junta e gradualmente abandonou suas promessas de uma transição democrática.
A junta pressionou a França a retirar suas tropas em 2022, bem como a missão da ONU, enquanto o Mali garantiu os serviços do grupo paramilitar russo Wagner.
Ressurgimento da Atividade Separatista no Norte
Após oito anos de relativa calma, as hostilidades recomeçaram no norte em agosto de 2023 entre grupos armados predominantemente tuaregues e o exército. Em setembro, os separatistas lançaram uma ofensiva na cidade guarnição de Bourem, que o exército alegou ter repelido. Ambos os lados relataram dezenas de mortes.
Essa retomada da atividade dos separatistas tuaregues coincide com uma série de ataques atribuídos principalmente ao Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado à Al-Qaeda.
O exército retoma Kidal
A ofensiva do exército, apoiada por combatentes do Grupo Wagner (posteriormente substituído pelo Afrika Korps), culmina em novembro de 2023 com a captura de Kidal, pondo fim a mais de uma década de controle rebelde sobre a cidade.
Em janeiro de 2024, a junta anuncia o "término imediato" do acordo de paz assinado em 2015.
Pesadas perdas para o exército
Em julho de 2024, o exército do Mali e seus aliados russos sofrem seu maior revés em anos, sofrendo pesadas perdas após combates contra rebeldes separatistas em Tinzaouatene (norte) e um ataque de jihadistas.
Em setembro, o JNIM reivindicou a autoria de um duplo ataque de proporções sem precedentes contra o aeroporto militar de Bamako, a capital, e contra a escola da gendarmaria, que deixou mais de 70 mortos e 200 feridos, segundo fontes de segurança.
Força unificada antijihadista com Níger e Burkina Faso
Níger, Burkina Faso e Mali, todos liderados por figuras militares e unidos em uma confederação, a Aliança dos Estados do Sahel (AES), anunciaram no início de 2025 a formação de uma força unificada de 5.000 homens contra "grupos terroristas".
Bloqueio jihadista
A partir de setembro de 2025, os jihadistas do JNIM adotaram uma estratégia de estrangulamento da economia do Mali, impondo bloqueios a diversas cidades e comboios de combustível.
Autor: AFP
Real Madrid: Será este o fim da temporada para Mbappé?
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O final da temporada promete ser particularmente difícil para Kylian Mbappé. Coletivamente, o Real Madrid caminha para mais uma temporada sem um título importante, o segundo ano consecutivo sem conquistas, período que coincide com a presença do atacante francês na capital espanhola.
Muito criticado nas últimas semanas, principalmente por alguns torcedores do Real Madrid, o ex-jogador do Paris Saint-Germain tem sido alvo de críticas por seu comportamento em campo. Essa situação alimenta um certo desconforto em torno do seu caso.
Lesionado durante a partida contra o Real Betis no último fim de semana, Mbappé estaria sofrendo de uma leve distensão muscular. No entanto, alguns observadores do Real Madrid permanecem céticos e chegam a sugerir que a lesão possa estar sendo exagerada para protegê-lo de futuras competições internacionais, principalmente a Copa do Mundo. Essa hipótese foi levantada pelo jornalista Tomás Roncero.
Mas outra declaração está causando ainda mais alvoroço na Espanha. Josep Pedrerol, o renomado apresentador do programa El Chiringuito e conhecido por sua proximidade com Florentino Pérez, fez uma declaração bombástica. Segundo ele, a partida contra o Betis pode muito bem ser o último jogo de Mbappé nesta temporada pelo Real Madrid. "Acho que ele não jogará mais nesta temporada por causa da lesão", afirmou.
Se confirmada, essa declaração adicionaria ainda mais tensão a um final de temporada já turbulento para o clube madrilenho e seu astro francês.
Autor: Babacar Sene
Morte do Ministro da Defesa do Mali: A perda de um pilar do regime em meio a uma ofensiva de segurança.
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A morte de Sadio Camara, ocorrida durante os ataques coordenados de 25 de abril de 2026, gerou incerteza nos mais altos escalões do governo de transição do Mali. Além do choque, o aparato de segurança do regime ficou fragilizado.
Como Ministro da Defesa e figura central no establishment militar, ele ocupava uma posição estratégica na condução das operações e nas decisões de segurança. Sua ausência deixa um vácuo em uma cadeia de comando já pressionada, em um momento em que o país enfrenta uma ofensiva jihadista em larga escala.
Essa morte também ocorre em meio a tensões persistentes, mesmo com as autoridades afirmando ter a situação sob controle. Internamente, porém, a questão da continuidade e da coordenação das operações militares é agora urgente.
No curto prazo, o governo tenta manter uma postura firme, com a imposição de um toque de recolher e o anúncio de um funeral de Estado.
Resta saber como o aparato de segurança, do qual Sadio Camara era um dos principais pilares, será reorganizado.
Autora: Laïka Nzanguila BA
Eleições Presidenciais de 2029: Diomaye Faye dá um passo firme rumo ao confronto com Ousmane Sonko.
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Há uma boa chance de que as duas figuras mais poderosas do governo se enfrentem nas próximas eleições presidenciais, marcadas para 2029. Enquanto Ousmane Sonko pode ser oficialmente reintegrado ao cargo graças a uma lei proposta pelos deputados do Pastef na Assembleia Nacional (onde detêm ampla maioria), o presidente Diomaye Faye está preparando o terreno para uma possível nova candidatura.
De fato, por meio de sua coligação Diomaye Presidente, o chefe de Estado lançou uma campanha para ampliar sua base de apoio. Neste fim de semana, a região de Saint-Louis, a quarta maior do Senegal em termos de eleitorado, foi escolhida.
Segundo informações exclusivas do Seneweb, vários membros da coligação Diomaye Presidente da cidade tricentenária se reuniram para estabelecer o escritório regional. O objetivo principal: consolidar a estrutura vencedora das eleições presidenciais de 2024. Mas, com as eleições presidenciais de 2029 a apenas três anos de distância, não há dúvida de que o chefe de Estado quer construir uma máquina eleitoral para as próximas eleições.
Autor: Mouhamed CAMARA
fonte: seneweb.com
segunda-feira, 20 de abril de 2026
Futuro chefe da ONU: Quem são os quatro candidatos para suceder Guterres?
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Os quatro candidatos declarados para suceder o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, serão questionados publicamente esta semana, uma etapa preliminar antes da nomeação da pessoa que liderará a organização em meio a uma crise.
A chilena Michelle Bachelet, o argentino Rafael Grossi, a costarriquenha Rebeca Grynspan e o senegalês Macky Sall responderão a perguntas durante três horas, na terça e quarta-feira, dos 193 Estados-membros e representantes da sociedade civil.
Esta é apenas a segunda vez que a ONU realiza esta "grande audiência oral", criada em 2016 para promover maior transparência.
Muitos países defendem que uma mulher lidere a ONU pela primeira vez, e a América Latina reivindica a posição com base em uma tradição de rodízio geográfico, que nem sempre é respeitada.
Mas são os membros do Conselho de Segurança — na prática, os cinco membros permanentes com poder de veto (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França) — que realmente detêm o futuro dos candidatos em suas mãos.
O próximo Secretário-Geral deve estar alinhado com os "valores e interesses americanos", alertou o embaixador dos EUA, Mike Waltz.
Os quatro candidatos oficiais até o momento para a liderança da ONU em 1º de janeiro de 2027 enfatizam a necessidade de reconstruir a confiança em uma organização que foi duramente atingida e está à beira de uma crise financeira.
Michelle Bachelet
fonte: seneweb.com
A recepção na RDC da primeira onda de migrantes expulsos dos EUA: E quanto à ética em tudo isso?
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Poucas semanas após a sua assinatura, o acordo migratório entre Washington e Kinshasa entrou em vigor. Melhor ainda, já teve impacto no terreno. De fato, quinze migrantes deportados dos Estados Unidos — sete mulheres e oito homens — chegaram à capital congolesa, Kinshasa, na noite de 16 para 17 de abril. Espera-se que esta primeira onda de migrantes do Peru e do Equador, que se encontravam em situação irregular, dê origem a outras. Prevê-se em breve uma nova onda em solo congolês; a operação prevê a chegada de cinquenta a cem migrantes por mês com destino ao antigo Zaire. Isto significa que a República Democrática do Congo (RDC) se juntou à pequena lista de países africanos que assinaram acordos com os Estados Unidos para receber migrantes, como o Gana, o Ruanda, os Camarões e a Suazilândia. A questão que se coloca é: e a ética de tudo isto? Como sabemos, alguns países, incluindo o nosso, rejeitaram categoricamente o pedido do 47.º Presidente dos Estados Unidos para transformar estes países numa espécie de depósito de migrantes. Certamente, a RDC é uma nação soberana, mas aceitar tal acordo beira a indecência. Além disso, as reações foram imediatas. Embora tenha afirmado que não gastaria um único centavo nessa operação, o regime de Félix Tshisekedi foi alvo de uma enxurrada de críticas. De fato, muitos congoleses, incluindo algumas figuras proeminentes, denunciaram veementemente o acordo entre Kinshasa e Washington. E é compreensível a sua frustração. Se a RDC tem recursos para lidar com migrantes deportados dos EUA, deveria primeiro cuidar dos seus próprios refugiados que, sem saber para onde ir, buscaram refúgio em outros países.
Por trás das razões humanitárias invocadas por Kinshasa para justificar o acolhimento desses migrantes em seu território, escondem-se agendas ocultas.
E só Deus sabe quantas são. Agora que cruzou o Rubicão, o que fará a RDC com essas almas errantes? Qual será o destino final desses migrantes que o presidente Donald Trump expulsou do país? Os próximos dias dirão. Entretanto, pode-se afirmar que, ao concordar em acolher esses migrantes em seu território, o governo congolês está contribuindo para fortalecer a política migratória altamente controversa do iconoclasta presidente Donald Trump. E isso é mais do que deplorável para um país que alega estar comprometido com o respeito aos direitos humanos. De fato, por trás das razões humanitárias invocadas por Kinshasa para justificar o acolhimento desses migrantes em seu território, escondem-se interesses financeiros (apesar das negativas de Kinshasa), mas não só isso. Porque, como sabemos, Fashi não abriu as fronteiras de seu país para migrantes deportados dos EUA por pura bondade. Ele busca, em troca, apoio de segurança e, certamente, benefícios financeiros de Washington. Sabemos que, desde que recuperaram suas forças, os rebeldes do M23 têm tirado o sono do ocupante do Palácio de Mármore. E o maior desejo de Tshisekedi é ver os EUA aniquilarem esses rebeldes. Ele alcançará seu objetivo? Teremos que esperar para ver.
Dabadi ZOUMBARA
SERMÃO DO PAPA LEÃO XIV EM ANGOLA: Uma cauterização em uma perna de pau?
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Após João Paulo II em 1992 e Bento XVI em 2009, o Papa Leão XIV chegou a Angola em 18 de abril de 2026, a terceira etapa de sua intensa viagem apostólica pela África. Ao sair do Aeroporto Internacional António Agostinho Neto, em Luanda, o pontífice saudou a multidão no papamóvel, compartilhando sua alegria por encontrar um povo profundamente religioso, mas ainda marcado pelas cicatrizes de uma guerra civil particularmente sangrenta. Dirigindo-se aos seus fiéis e ao Presidente João Lourenço, Leão XIV evitou a tentação de um discurso convencional. Ele falou diretamente sobre os males que impedem o desenvolvimento econômico e social do país: a injustiça social, a corrupção sistêmica e a vergonhosa apropriação indevida da riqueza nacional por uma minoria predatória, enquanto um terço da população vive abaixo da linha da pobreza.
O Papa Leão XIV propõe uma abordagem simples, porém exigente, em três frentes.
Foi, portanto, um diagnóstico inequívoco, abordando diretamente aquilo sobre o qual muitos angolanos se calam por medo da repressão, que o Papa ousou articular diante de uma multidão numerosa, atenta e que aplaudia. Apesar do fim da guerra civil, Angola permanece presa às suas divisões, marcadas por desigualdades gritantes, o desvio persistente de recursos e a desilusão de uma juventude que anseia por um futuro melhor. Soma-se a isso a proliferação de movimentos religiosos concorrentes, revelando um vazio que as instituições ainda lutam para preencher. Diante desses males, o Papa Leão XIV propõe uma abordagem simples, porém exigente, em três frentes, fundada na justiça, na reconciliação e na coragem política. Ele apela para que não se tema a dissidência, para que se ouça os jovens, para que se honre os mais velhos — em suma, para que se governe de forma diferente. A mensagem é clara, mas essas palavras ainda precisam encontrar ouvidos receptivos e, sobretudo, uma vontade política pronta para agir. Contudo, a reação do governo angolano, quase caricaturalmente dissonante com as preocupações populares, lança uma sombra sobre o verdadeiro impacto das palavras do Papa. Essas palavras correm o risco de simplesmente deslizar pelas paredes lisas de um sistema político em grande parte imune a qualquer questionamento. Diante dos apelos por boa governança dirigidos aos líderes angolanos, o presidente João Lourenço respondeu com um discurso abstrato, esquivando-se de questões substantivas em favor de uma retórica de soberania e manobras diplomáticas, muito distantes das preocupações imediatas de seus concidadãos. Deveríamos, portanto, concluir que esta viagem apostólica foi inútil? A tentação existe, dado o contraste entre a franqueza do Papa e a reação decididamente distante do presidente Lourenço. Poderíamos até nos perguntar se os pronunciamentos papais, feitos no sábado em Luanda, depois em Muxima e Saurimo, são apenas um paliativo para um problema maior. As sementes da justiça social semeadas por Leão XIV dificilmente encontrarão terreno fértil em um sistema governado por um partido ultradominante que não se mostra inclinado à introspecção.
O Papa pode não ter falado aos líderes de hoje, mas sim aos cidadãos de amanhã.
Contudo, seria prematuro descartar a importância desses apelos. A história demonstra que palavras proféticas nem sempre produzem efeitos imediatos, especialmente sob regimes acostumados à inércia e à opacidade, e que seu impacto é duradouro. Assim, o Papa pode não ter falado aos líderes de hoje, mas sim aos cidadãos de amanhã. É com essa esperança que ele partirá de Luanda em 21 de abril para continuar sua jornada na Guiné Equatorial. Lá, mais uma vez, para além dos rituais e das multidões, será posta à prova a capacidade dos pronunciamentos papais de alterar o status quo neste país fechado, impermeável a qualquer pressão externa e profundamente resistente a qualquer ruptura da ordem estabelecida.
fonte: O País
domingo, 19 de abril de 2026
O Tribunal Constitucional anunciou nesta quinta-feira, 16 de abril, em Cotonou, os resultados provisórios das eleições presidenciais de 12 de abril. A dupla Romuald Wadagni e Mariam Chabi Talata foi declarada vencedora no primeiro turno, confirmando as tendências anunciadas pela Comissão Eleitoral Nacional Autônoma.
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O Tribunal Constitucional validou os resultados da eleição presidencial realizada em 12 de abril de 2026, após analisar os relatórios oficiais e as observações iniciais. O Supremo Tribunal confirmou os resultados divulgados pela Comissão Eleitoral Nacional Autônoma (CENA), confirmando uma vitória expressiva da dupla Wadagni-Talata e abrindo caminho para o segundo turno do processo eleitoral. De acordo com os dados oficiais, a dupla formada por Romuald Wadagni e sua vice, Mariam Chabi Talata, venceu com ampla margem, obtendo 94,27% dos votos. Essa expressiva votação garante a vitória no primeiro turno, em conformidade com as disposições do Código Eleitoral. Confirma também as tendências divulgadas pela CENA, com apenas pequenos ajustes feitos pelo Tribunal. A chapa de oposição, liderada por Paul Hounkpè e Rock Judicaël Hounwanou, obteve 5,73% dos votos. Essa margem significativa reflete um equilíbrio de poder amplamente favorável ao campo majoritário, em uma eleição que exigiu apenas um turno para definir os candidatos. A participação eleitoral, entretanto, é estimada em 63,55% do eleitorado. Essa taxa demonstra uma mobilização significativa dos eleitores, embora possam ser observadas disparidades dependendo da área geográfica. O Tribunal Constitucional enfatiza que esses números são baseados em dados nacionais consolidados, após a centralização dos resultados das diversas seções eleitorais. Embora esses resultados confirmem o desfecho da eleição, eles permanecem provisórios. De acordo com a legislação vigente, os candidatos têm cinco dias a partir do anúncio dos resultados para apresentar eventuais recursos. Esses recursos, se apresentados, serão examinados pelo Tribunal Constitucional, que tomará a decisão final. Esse mecanismo de recurso é uma garantia essencial do processo democrático, permitindo que as partes interessadas expressem suas observações sobre a condução da eleição ou a regularidade das operações eleitorais. Após essa fase contenciosa, o Tribunal anunciará os resultados finais.
Essa etapa final confirmará oficialmente a eleição de Romuald Wadagni para o cargo mais alto e abrirá caminho para sua posse como Presidente da República do Benim. Com isso, encerra-se o ciclo eleitoral iniciado há várias semanas. Ao anunciar esses resultados provisórios, o Tribunal Constitucional reforça a credibilidade do processo eleitoral em um contexto político marcado por altas expectativas em relação à governança e à continuidade da ação pública.
fonte: https://lanation.bj/
VISITA DO PAPA A CAMARÕES: Será que "São Paulo" ouvirá o sermão de Sua Santidade?
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O Papa Leão XIV continua sua viagem pela África. Após visitar a Argélia de 13 a 15 de abril, o chefe da Igreja Católica seguiu para Camarões, onde foi recebido em 15 de abril em Yaoundé. De acordo com sua agenda, ele deverá se encontrar com o Chefe de Estado e os bispos da cidade no mesmo dia. Em seguida, viajará para Bamenda, epicentro da crise anglófona, onde pregará a paz durante uma missa. Outra missa também está prevista no Estádio Japoma, em Douala, e uma última em Yaoundé, onde concluirá sua visita ao país. Camarões é claramente uma terra predileta dos papas, pode-se dizer. De fato, esta é a quarta vez que um pontífice visita o país.
A visita do Papa Leão XIV a Camarões ocorre em meio a um clima político tenso.
Todas essas visitas, que começaram em 1985 com João Paulo II, aconteceram durante a presidência de Paul Biya. Isso demonstra quantos papas o ocupante do Palácio de Etoudi, com seus 43 anos no poder, viu chegar e partir. A visita do Papa Leão XIV, sem dúvida, representa um vislumbre de esperança para milhares de camaroneses e um verdadeiro momento de comunhão entre os filhos e filhas desta nação. Neste país predominantemente católico, sua chegada ajudará a esquecer, em certa medida, alguns problemas internos e fortalecerá a fé de muitos fiéis, alguns dos quais poderão até mesmo realizar o sonho de uma vida inteira, celebrando a missa com a mais alta autoridade da Igreja Católica. A visita do sucessor do Papa Francisco ocorre em meio a um clima político tenso, no qual o presidente nonagenário acaba de garantir um oitavo mandato após uma eleição fraudulenta que resultou na prisão de opositores políticos e no exílio forçado de outros. Paralelamente a essa crise política, o tecido social continua a se deteriorar, particularmente na região anglófona, onde a crise está enraizada há quase uma década. Isso ressalta o fato de que os camaroneses hoje, mais do que nunca, precisam de paz e reconciliação. O conflito entre as forças governamentais e os grupos separatistas armados na região Noroeste, aliado às diversas manobras do Presidente Biya para perpetuar-se no poder, causou imensos danos. Por todas estas razões, a visita do Papa não poderia ter sido mais oportuna. De facto, esta visita era muito aguardada neste país da África Central. Representa uma das raras oportunidades de dizer algumas verdades duras ao Chefe de Estado, que raramente proporciona tal espaço. "Estamos a aproveitar a visita do Papa para dizer que as coisas não andam bem nos Camarões." Esta declaração, feita por um jornalista camaronês, é, portanto, totalmente precisa. Resume muito bem todas as iniciativas de certos atores da sociedade civil, partidos políticos da oposição e até mesmo do episcopado, que se mobilizaram alguns dias antes para enviar mensagens por ocasião desta visita papal.
Será preciso mais do que uma visita papal para amolecer o coração do presidente Biya em relação aos seus oponentes.
Para eles, esta visita do Santo Padre é uma oportunidade de ouro para apresentar suas reivindicações a Paulo Biya, que, como sabemos, não é muito receptivo a esse tipo de pedido. Essa abordagem é ainda mais compreensível, visto que, além do Papa, os camaroneses não veem ninguém mais que possa ter autoridade moral sobre o seu presidente. Memorandos foram, portanto, assinados e entregues aos arcebispos para que possam interceder junto à autoridade papal em nome dos presos políticos e exilados, bem como de todos os detidos em conexão com a crise anglófona. Isso demonstra que o pontífice não terá falta de assuntos para discutir com seu convidado, caso deseje abordar as questões controversas. Mas será que "São Paulo" sequer ouvirá o sermão de Sua Santidade? Isso está longe de ser certo. Como prova, essas inúmeras visitas papais, de João Paulo II a Bento XVI, todas anteriores a Leão XIV, não alteraram em nada as políticas de Biya em Camarões. Ele manteve o sistema que estabeleceu ao longo dos anos como modo de governar o país. Isso sugere que será preciso mais do que uma visita papal para amolecer o coração de Biya em relação aos seus oponentes, que continuam profundamente perturbados.
fonte: "Le Pays"
POSSE DO PRESIDENTE CONGOLÊS: Nada de novo no reino de Sassou.
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Em quarenta anos de governo, isso se tornou bastante comum. Mesmo assim, o chefe de Estado congolês quis dar-lhe um significado especial, imbuindo-o de uma dimensão condizente com seu longo período no poder. Trata-se de Denis Sassou Nguesso, presidente do Congo-Brazzaville, que tomou posse para um quinto mandato. A cerimônia ocorreu em 16 de abril no Estádio da Concórdia, em Kintélé, capital congolesa, diante de uma grande multidão e uma série de convidados e dignitários de alto escalão, incluindo meia dúzia de chefes de Estado africanos. Para enfatizar ainda mais o evento, o dia foi declarado feriado nacional em todo o território congolês, num claro esforço para envolver o povo congolês nesta mais recente cerimônia de coroação do príncipe reinante, o que não é novidade no reino de Sassou.
O Congo-Brazzaville começa a se assemelhar ao feudo pessoal de Denis Sassou Nguesso.
Um país onde a alternância política nunca foi sequer uma miragem, desde que o nativo de Edou retornou ao poder em 1997, após um breve hiato de cinco anos no Palácio do Povo. E desde então, as eleições se sucedem neste país francófono da África Central, rico em recursos de petróleo e gás, invariavelmente produzindo o mesmo vencedor previsível. Isso significa que, além da pompa e circunstância destinadas a aumentar o prestígio do evento, o que toda uma geração de congoleses, que só conheceu Denis Sassou Nguesso como presidente, testemunhou na última quinta-feira foi uma cerimônia bastante rotineira. Isso é ainda mais provável dado que, assim como o presidente ugandense octogenário, Yoweri Museveni, que reina há nada menos que quatro décadas e considera seu país sua "plantação de bananas", o Congo-Brazzaville não está longe de se assemelhar ao campo de mandioca de Denis Sassou Nguesso, que ele cultiva como bem entende, depois de ter trabalhado para aniquilar toda a oposição durante todo esse tempo. E é um eufemismo dizer que as eleições se tornaram mera formalidade em um país onde o chefe de Estado é quase sempre e sistematicamente reeleito com margens de vitória dignas de stalinismo. Contudo, aos oitenta e dois anos, este novo mandato de cinco anos surge como o ápice de uma vida que o ocupante do palácio presidencial em Brazzaville parece incapaz de imaginar sem o poder. E o fato de preparativos tão elaborados terem sido feitos para conferir tanto esplendor a uma cerimônia que nada mais é do que uma formalidade parece sintomático do que este novo mandato representa aos olhos do homem forte de Brazzaville. Representa uma conquista para um homem que alcançou tudo o que desejava em sua carreira política e que não está longe de acreditar ter um destino messiânico aos olhos de seu povo. Um líder que também vê, mandato após mandato, a concretização de seu sonho de morrer no poder. Mas, além da democracia e das regras de alternância que são distorcidas e minadas por esse processo, isso não teria tido consequências maiores se o seu reinado não fosse caracterizado pelo forte contraste entre a imensa riqueza natural do país e a pobreza persistente em que vive a vasta maioria da população.
Tudo indica que o povo congolês está resignado.
É evidente que existe um verdadeiro distanciamento entre o chefe de Estado, que, do alto de sua torre de marfim, parece se vangloriar de sua gestão do Congo, e seu povo, que ainda aguarda os frutos do desenvolvimento prometido em todas as campanhas eleitorais. Isso demonstra que, para o presidente, que há muito trocou o uniforme de trabalho pelo terno e gravata, os desafios continuam imensos. É nesse contexto que aguardamos para ver o que o presidente octogenário, que não parece disposto a reivindicar seus benefícios de aposentadoria, fará neste quinto mandato. Continuará como sempre fez, buscando consolidar ainda mais seu poder? Ou mudará de rumo? Enquanto isso, com o sistema firmemente estabelecido, tudo indica que o povo congolês está resignado. Em todo caso, o fato é que, entre a abertura democrática, a diversificação econômica, a restauração da credibilidade eleitoral e a proteção das liberdades fundamentais, os desafios que o novo líder enfrenta são numerosos, enquanto busca tirar o país da estagnação política e social. Sem mencionar a questão da sucessão, que corre o risco de desestabilizar o equilíbrio de poder na ausência de um sucessor claro e amplamente aceito.
fonte: “Le Pays”
sábado, 4 de abril de 2026
Senegal quer “beber da experiência” de Cabo Verde para modernizar e desmaterializar sistema eleitoral.
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O Senegal pretende absorver a experiência de Cabo Verde para modernizar e inovar o seu sistema eleitoral, com foco na desmaterialização do processo, anunciou esta quinta-feira, na Praia, o director de formação e comunicação senegalês, Ibrahima Baldé.
A intenção foi manifestada durante um encontro com a Comissão Nacional de Eleições (CNE), no âmbito de uma missão de ‘benchmarking’ que a delegação da República do Senegal realiza ao país de 30 de Março a 04 de Abril, visando reformas previstas para a modernização do seu sistema eleitoral.
Segundo Ibrahima Baldé, Cabo Verde foi um dos países escolhidos pela Administração Eleitoral do Senegal por dispor de uma “vasta experiência” e credibilidade a nível do processo eleitoral na região.
“Falamos do processo eleitoral, da independência na governança do sistema eleitoral, do voto das pessoas presas, todos esses elementos constituem, na verdade, o processo de inovação que nós queremos implementar no Senegal”, apontou o responsável, que se mostrou “satisfeito” com os contactos mantidos.
Durante a estada em solo cabo-verdiano, a missão reuniu-se com diversos intervenientes, incluindo actores políticos, membros da sociedade civil, a Comissão de Recenseamento Eleitoral e a Direcção-Geral de Apoio ao Processo Eleitoral (DGAPE).
“Nós viemos a Cabo Verde para ver concretamente como isso acontece, a nível da desmaterialização do processo, a inscrição permanente dos eleitores, o voto dos prisioneiros e o funcionamento da comissão nacional eleitoral e a relação com a DGAPE”, apontou.
A delegação visitou ainda o Núcleo Operacional da Sociedade de Informação (NOSi) para conhecer o suporte técnico e informático que sustenta a governação electrónica no arquipélago, elemento considerado fundamental para a pretendida desmaterialização do processo senegalês.
A iniciativa insere-se no quadro da implementação das recomendações do Diálogo Nacional sobre o Sistema Político, realizado no Senegal em 2025, que visa reforçar a transparência e a eficiência na gestão das eleições naquele país.
A comitiva senegalesa é chefiada por Ibrahima Baldé e integra ainda o director de Recursos Humanos e Finanças, Omar Coulibaly, e a chefe da Divisão de Formação Permanente, Yacine Sow Mbaye.
A Semana com Inforpress
Engenheiro cabo-verdiano cria plataforma digital para análise e sistematização de dados eleitorais.
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O engenheiro informático Simão Moreno desenvolveu uma plataforma digital que reúne e sistematiza dados eleitorais oficiais de Cabo Verde, com o objectivo de facilitar o acesso à informação de forma “clara, acessível e de confiança”.
Em declarações à Inforpress, o jovem cabo-verdiano residente em Portugal avançou que a “Plataforma de Dados e Análise Eleitoral de Cabo Verde” teve origem no meio académico, durante a sua formação na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), entre 2017 e 2021.
Segundo explicou, a ideia surgiu para colmatar as limitações no acesso contínuo a dados históricos que, após a publicação no Boletim Oficial, deixam de estar disponíveis de forma estruturada para o público em geral.
A ferramenta foi concebida para organizar e centralizar os resultados, permitindo consultas por ano e por círculo eleitoral, além de disponibilizar dados sobre a participação e a distribuição de mandatos.
A plataforma inclui ainda funcionalidades avançadas, como a comparação histórica de votações e um mapa interactivo de desempenho territorial.
De acordo com o promotor, o objectivo vai além da simples divulgação de resultados eleitorais, apostando sobretudo na análise dos dados.
“Não é só apresentar quem venceu a eleição, é mostrar quem venceu em cada círculo. Pensei na plataforma mais para reforçar a análise desses dados”, explicou Simão Moreno, sublinhando a importância de correlacionar os resultados com eleições anteriores.
“É evidente que cada eleição é uma eleição, mas há um conjunto de situações que ocorrem até culminar naqueles resultados. Então, o principal objectivo é fazer a análise dos dados”, reforçou o engenheiro.
A iniciativa pretende servir cidadãos, jornalistas, investigadores e demais interessados, promovendo uma leitura mais informada e transparente dos processos eleitorais em Cabo Verde.
A Semana com Inforpress
A Ucrânia é apenas um instrumento para sangrar a Rússia.
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Parece que a crise do gás na Europa, que é considerada como o resultado do confronto entre a Rússia e o Ocidente colectivo liderado pelos EUA, tinha sido planeada muito antes do início da operação especial na Ucrânia. A Ucrânia, que orgulhosamente se imagina um herói que defende "valores democráticos" e a sua própria "independência", é apenas um cartão que foi arrancado da manga de alguém.
A Ucrânia não foi um ponto de partida
Há quase sete anos, Damasco não concordou com Washington quando se recusou a construir o gasoduto Qatar-Turquia em detrimento dos seus próprios interesses e dos interesses do Irão e do Iraque, com os quais assinou um memorando de entendimento.
A história estava a desenvolver-se em 2009. O gasoduto deveria ligar o Campo Norte do Qatar com a Turquia, passando pela Arábia Saudita, Jordânia e Síria para abastecer a União Europeia com gás natural. Em vez disso, as autoridades sírias decidiram juntar-se à construção de um projecto rival - o gasoduto islâmico. A Síria teve de pagar por essa decisão. Políticos intolerantes na Casa Branca iniciaram uma guerra contra a Síria para efeitos de mudança de regime. Tradicionalmente, optaram por fazê-lo por procuração, tendo crescido um monstro pelo caminho sob a forma de ISIS*.
Washington teria tido êxito se a Rússia não tivesse defendido a Síria. A Rússia conseguiu bloquear a ISIS*, tendo assim impedido uma mudança de poder em Damasco. Além disso, os Estados Unidos foram privados de uma oportunidade de fazer uma boa mão do gás natural do Qatar.
A vingança de Washington
As explosões que danificaram os gasodutos Nord Stream e Nord Stream 2 tornaram-se a vingança dos EUA no conflito latente para o mercado do gás da União Europeia, o principal concorrente económico dos EUA.
Desta vez, parece que Washington atingiu o seu objectivo.
Uma série de gasodutos Nord Stream 2 não foi danificada e pode ser lançada em qualquer altura. A reparação das cordas danificadas levará dois a três meses. A Gazprom já se ofereceu para as reparar, desde que os europeus aceitem condições de segurança rigorosas.
No entanto, isto não vai acontecer. Os resultados da investigação não devem ser expostos para o lado russo.
O que é que isso significa? A resposta é simples: o plano da OTAN permanece em vigor:
criar uma escassez artificial de gás natural para desindustrializar a Europa;
responsabilizar a Rússia por fornecimentos não fiáveis (embora a Europa pudesse receber tudo de acordo com os contratos);
lucro óbvio para aqueles que fizeram toda esta confusão acontecer, porque a compra de gás no mercado à vista custará à Europa 300 mil milhões de euros a mais.
Quem beneficia de tudo isto?
Acontece que o aumento frenético dos preços da energia não é de todo causado pela operação especial liderada pela Rússia na Ucrânia. Os políticos da UE proíbem a compra de transportadores de energia russos. Isto torna-os ainda mais dependentes daqueles a quem é possível comprar gás, embora a preços exorbitantes.
E aqui, se todas as conclusões anteriores forem feitas correctamente, tudo é simples:
A Ucrânia é apenas um instrumento para sangrar a Rússia até à morte
Marchas massivas na Argentina a 50 anos do golpe militar.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A memória nos chama a escolher sempre a Humanidade diante do Ódio¨. Milhares de argentinos manifestaram-se por todo o país em memória do golpe militar há meio século.
Enquanto mais vítimas da ditadura são reveladas, incluindo campo de concentração para bebês, contundentes frases e discursos contrapuseram-se ao silêncio de Milei sobre o terrorismo de Estado de sete anos na Argentina.
Aos 50 anos do golpe cívico-militar na Argentina cumpridos em 24 de março, houve manifestações populares em todo o país, como ocorre todos os anos nesta fatídica data em que os argentinos recordam as vítimas, ao mesmo tempo em que exigem ¨memória, verdade e justiça, e ¨nunca mais” – principais lemas populares a cada ano, no aniversário da ditadura.
¨O nunca mais é hoje!¨: neste ano as mobilizações foram sensivelmente distintas das anteriores, em contraposição ao tradicional silêncio macabro do presidente Javier Milei nestas ocasiões: desta vez, há meio século desde que Rafael Videla tomou o poder em 1976 da presidente democraticamente eleita, Isabel Perón, a luta popular foi fortemente marcada não apenas pelo número de pessoas nas ruas, como também pela intensidade.
Massivamente com destaque a Buenos Aires, Córdoba. Rosário e Mendoza, de norte a sul do país centenas de milhares de argentinos, convocados por organizações de direitos humanos, sociais e políticas, coloriram ruas e praças públicas com camisetas, lenços brancos com mensagens, cartazes, bandeiras, fotos de vítimas e diversos outros objetos chamativos em um ambiente dividido entre confraternização e repúdio aos crimes de lesa-humanidade, um total de 30 mil ¨desaparecidos¨ pelo terrorismo de Estado de longos sete anos, imposto pela extrem-direita argentina.
Muitos destes crimes punidos, mas outros ainda não julgados ou nem sequer com a história devidamente recontada até os dias de hoje.
¨Digam onde estão!¨, foi o título de comunicado lido publicamente na central Praça de Maio em Buenos Aires a presidente de Abuelas de Plaza de Mayo, Estela de Carlotto (tradução exclusiva, na íntegra, ao final desta reportagem), e um dos brados mais ressoantes por toda a Argentina durante essas manifestações, cobrando do governo nacional resposta sobre o paradeiro das vítimas da ditadura militar. “São 30.000! Foi e é genocídio. Não esquecemos, não perdoamos e não nos reconciliamos!”, reivindicou Carlotto.
´Encontramos O Que Tanto Procurávamos´
Pouco antes, no dia 18 foram revelados 12 corpos de vítimas da ditadura na cidade de Córdoba em investigacao realizada pela Equipe Argentina de Antropologia Forense sob ordens do juiz Miguel Hugo Vaca Narvaja, com base em denúncias dos familiares dos ¨desaparecidos¨.
Os restos mortais foram localizados no local onde funcionava o antigo centro clandestino de detenção, tortura e extermínio, denominado “La Perla”.
¨Encontramos o que tanto procurávamos“, expressaram familiares das vítimas cujos ossos agora estão localizados.
Terror infantil
Uma das tantas histórias tenebrosas da ditadura argentina, diz respeito ao campo de concentração para bebês mantido pelos militares recentemente revelado. Raptados pelos militares de pais assassinados pela ditadura, esses bebês eram submetidos a maus-tratos nesses centros clandestinos.
Até o presente, 50 casos foram comprovados. Dentre os quais, o de Victoria Montenegro foi um dos maus cruéis: sequestrada com apenas treze dias de vida, cujos pais foram assassinados pelos militares, passou os primeiros meses de vida em uma delegacia de polícia da capital federal argentina.
Em 13 de fevereiro de 1976 a operação foi tão brutal que, quando a levaram da casa em William Morris, onde morava com os pais, pensaram que ela estivesse morta: seus olhos estavam abertos e ela não piscava; sangrava pelos ouvidos. Mais de três meses mais tarde, Victoria foi adotada por um militar.
O campo de concentração para bebês foi rememorado no aniversário de 50 anos do golpe: não pelos “defensores dos valores da família” da direita argentina (lá tal qual cá), hoje liderados por Milei, todos sempre em retumbante silêncio diante dos mais cruéis crimes do terrorismo de Estado da ditadura militar.
Mas sim pelos defensores de direitos humanos, tais quais Abuelas de Plaza de Mayo e Madres de Plaza de Mayo, que lutam para manter viva a memória e ter justiça em relação a um dos mais cruéis regimes da América Latina “livre”. Só assim, haverá chance de que não se repita nunca mais.
Abaixo, discurso das Abuelas de Plaza de Mayo traduzido ao português com exclusividade para esta reportagem:
Cinquenta anos após o golpe genocida, estamos juntos novamente nesta praça histórica e em todas as praças do país, com profunda convicção, a fim de reafirmar que a memória se defende através da luta e porque sabemos que é necessário unir nossas lutas, para fortalecê-las nestes tempos difíceis.
São 30 mil! Foi e é genocídio. Não esquecemos, não perdoamos e não nos reconciliamos!
Hoje eles estão presentes nesta praça, e queremos que as novas gerações e toda a sociedade saibam quem eram eles, como pensavam, como viviam, quais sonhos tinham e pelo que os 30 mil lutaram. É por isso que marchamos hoje com suas fotos. Porque estamos aqui para lembrar aquelas gerações que, em meados do século XX, começaram a se organizar para lutar contra aqueles que, como hoje, queriam transformar a Argentina em uma colônia do imperialismo ianque e europeu.
Em um país com forte desenvolvimento industrial, os operários, junto com os trabalhadores rurais, lutaram por condições de trabalho justas, salários dignos e acesso à terra. Ao mesmo tempo, amplos setores do movimento operário reviviam tradições históricas de luta e desenvolviam sua consciência de classe, formulando programas políticos e governamentais que iam além de meras reivindicações por melhores condições. Exemplos disso incluem o sindicalismo de libertação nacional promovido pela CGT [Confederação Geral do Trabalho] dos Argentinos, bem como as experiências de consciência de classe dos sindicatos e das organizações coordenadoras nos polos industriais das grandes cidades. O movimento estudantil defendia a unidade com a classe trabalhadora e uma universidade a serviço do povo. Defendia o legado da Reforma Universitária, não apenas sua autonomia e seu papel na cogestão, mas também o ensino superior gratuito que permitia que filhos e filhas de operários e camponeses ingressassem nas universidades.
A aliança operário-estudantil juntamente com as Ligas Agrárias, os Pais pelo Terceiro Mundo e o movimento das favelas uniram-se nos dias heroicos do Cordobazo, Mendozazo, Tucumanazo e tantas outras revoltas populares que desafiaram as ditaduras da época.
A greve histórica dos trabalhadores da Vila Constituição, em 1975, ocorreu nesse clima de mobilização, uma luta emblemática que desafiou uma liderança empresarial e política apegada à defesa de seus privilégios.
Os 30 mil desaparecidos, os mais de dez mil presos políticos e os milhares de exilados fazem parte desse movimento popular que se organizou e lutou apesar da perseguição, das proscrições e dos sucessivos golpes de Estado. Reivindicamos todas as suas lutas que integraram seu ativismo como ferramenta de transformação da realidade dentro das organizações peronistas revolucionárias, como os Montoneros, as FAP [Forças Armadas Peronistas] e o movimento Pais pelo Terceiro Mundo. A tradição guevarista do PRT-ERP [Partido Revolucionário dos Trabalhadores-Exército Revolucionário do Povo]; a tradição trotskista, como a do Partido Socialista Operário; e as tradições anarquista, socialista e comunista: o Partido Comunista, a Vanguarda Comunista e o Partido Comunista Revolucionário, para citar apenas algumas das centenas de organizações e espaços de participação política, sindical, estudantil e social, que lutam por uma sociedade sem opressão ou exploração. Nós viemos dessas tradições, e elas servem como experiências para fortalecer e revitalizar a luta popular contra o governo fascista de Milei e Villarruel.
Aqueles que perderam a vida eram filhos e filhas deste povo, assim como vocês, cheios de alegria, sonhos e esperanças, que assumiram a tarefa de mudar o mundo e o país. Essa tarefa permanece inacabada, e é nossa responsabilidade erguer suas bandeiras neste momento em que governos de extrema-direita, compostos por setores fascistas e alinhados ao imperialismo, atacaram mais uma vez os povos do nosso continente e do mundo.
A ditadura genocida foi precedida pelo governo de Isabel Perón, com López Rega e a Tríplice A [Aliança Anticomunista Argentina, AAA], a CNU [Concentração Nacional Universitária] e outros grupos fascistas; pelo experimento genocida da Operação Independência, enquanto a Operação Cóndor avançava pelos países da região.
O golpe de Estado de 1976 estabeleceu um novo modelo econômico na Argentina baseado na financeirização do capital, na desindustrialização e na priorização das atividades do setor primário, acompanhada por uma abertura indiscriminada às importações. A ditadura desencadeou um genocídio recorrendo ao terrorismo de Estado, cujo objetivo era desmantelar o alto nível de organização, participação política e consciência social que amplos setores do povo argentino haviam alcançado nas décadas anteriores.
Em 24 de março de 1976, o plano sistemático para o desaparecimento e assassinato de milhares de ativistas e combatentes foi nacionalizado. Mais de 800 centros clandestinos de detenção foram colocados em operação, pelos quais milhares de companheiras e companheiros passaram. Centenas de bebês nascidos durante o cativeiro de suas mães foram roubados e cresceram com suas identidades apagadas.
A grande maioria dos detidos e desaparecidos foi executada ou morreu em decorrência da tortura sofrida; muitos foram assassinados nos “voos da morte”. Seus corpos jamais nos foram devolvidos: por isso exigimos: digam-nos onde eles estão!
A partir daquele 24 de março de 1976, com o colapso institucional, o Congresso foi fechado, os partidos políticos foram suspensos e os sindicatos foram tomados. Centros estudantis e todas as formas de organização social foram proibidos. A imprensa, a ciência e a arte foram censuradas. Construíram o inimigo interno, chamando-o de “subversivos e terroristas” para justificar as ações criminosas contra organizações sociais, políticas, estudantis, trabalhistas, culturais e religiosas, e contra todas as formas de luta e resistência do nosso povo.
Quando dizemos que são 30 mil, estamos nos referindo às suas vidas, às suas lutas, ao seu ativismo e ao seu compromisso com os povos oprimidos.
Aquele golpe genocida foi uma operação civil-militar, com a participação de grupos econômicos, setores da Igreja e da embaixada dos Estados Unidos.
Há quarenta e nove anos, Rodolfo Walsh publicou sua Carta Aberta à Junta Militar e denunciou a miséria planejada, o verdadeiro cerne do projeto da ditadura. Sabemos quem lucrou com o sangue do povo: os Blaquiers, os Noble Herreras, os Pérez Compancs, os Roccas, os Macris, Ford, Mercedes-Benz, Martínez de Hoz, Braun, Fortabat, os Madanes Quintanillas, entre outros, que aumentaram exponencialmente a dívida externa.
Mesmo na Guerra das Malvinas, os militares cometeram crimes contra a humanidade contra os recrutas que de fato lutaram contra o inimigo britânico apoiado pelos EUA.
A impunidade foi uma política de Estado por décadas; foi a luta incansável das mães, avós, parentes e sobreviventes, organizações de direitos humanos, juntamente com a mobilização popular e a rebelião de 2001, e a condenação social da impunidade, que possibilitou avançar e reabrir os julgamentos de mais de 1.500 perpetradores de genocídio, nos quais os depoimentos dos antigos detidos desaparecidos foram decisivos.
Crimes contra a humanidade são imprescritíveis, e o desaparecimento forçado é um crime que continua sendo cometido até que o destino de cada pessoa desaparecida seja conhecido. Portanto, o desaparecimento forçado não é uma questão do passado, mas do presente, como evidenciado pelos 12 companheiros assassinados em La Perla, recentemente identificados pela Equipe Argentina de Antropologia Forense. Eles devem nos dizer onde estão! E dizemos BASTA de atrasos judiciais, CHEGA!!! de privilégios e prisão domiciliar.
Foram as lutas do povo que derrotaram repetidamente as sucessivas tentativas de impunidade, como a lei de autoanistia militar, as leis de Obediência Devida e Ponto Final, os indultos de Menem e a decisão “2 x 1” do Supremo Tribunal durante o governo Macri.
Cinquenta anos após o golpe, exigimos a abertura e a liberação urgentes de todos os arquivos do Estado de 1974 a 1983 para avançar nas investigações sobre os responsáveis por esses crimes.
Julgamento e punição para todos os oficiais militares genocidas, membros das forças de segurança, funcionários civis e cúmplices que ainda não foram condenados. Prisão perpétua em cadeias comuns para todos os perpetradores de genocídio.
Milei está promovendo o mesmo programa imposto por grandes corporações durante a ditadura cívico-militar para maximizar seus lucros e aprofundar a dependência. Governos como os de Menem e Macri aprofundaram esse modelo por meio de medidas de austeridade, privatizações, desindustrialização e desmantelamento de políticas públicas e direitos sociais.
O governo “La Libertad Avanza” (A Liberdade Avança) está aprofundando a dependência de Trump e do imperialismo estadunidense. Ataca os direitos populares e obedece aos ditames do FMI com uma reforma trabalhista escravagista, aprovada pelo partido governista e seus aliados. Para isso, contaram com o apoio fundamental de deputados e senadores que respondem a governadores que implementam medidas de austeridade. A isso se somam outras contrarreformas, como as que afetam as pensões, os impostos, a política e o sistema penal, enquanto os recursos comuns são entregues como espólio para o extrativismo mais implacável.
Essas reformas representam um retrocesso de mais de um século em direitos conquistados por meio da luta: a jornada de trabalho de oito horas, o direito a uma aposentadoria digna e o acesso à saúde e à educação públicas. Elas avançam atropelando a Constituição Nacional, tratados internacionais e leis de proteção.
Esses modelos capitalistas neoliberais não podem ser impostos sem repressão. Assim, intensificam os ataques à organização popular, perseguem aqueles que lutam, equipam forças repressivas, fabricam casos, criminalizam, expandem ilegalmente os poderes dos serviços de inteligência, formam comandos de força federais e provinciais para intervir em conflitos trabalhistas, toleram a brutalidade policial e militarizam funções civis, avançando rumo a um regime mais autoritário, antidemocrático e repressivo.
Hoje temos um governo que não só nega o passado, como também defende o terrorismo de Estado e o genocídio. Por essa razão, desmantela as políticas de Memória, Verdade e Justiça e corta o financiamento de memoriais localizados nos antigos centros de detenção clandestinos. Deixa de cumprir a obrigação do Estado de fornecer reparações históricas e pensões para ex-presos políticos, exilados, seus filhos e sobreviventes que recebem pensões mínimas e não têm cobertura da segurança social.
Denunciamos a censura e o assédio aos trabalhadores que continuam mantendo esses locais, proibindo-os de realizar atividades essenciais para a preservação da memória. Exigimos a sua preservação e a proteção das provas materiais.
As consequências do plano sistemático de roubo de bebês durante o último golpe de Estado ainda persistem. Os centenas de bebês nascidos em centros de detenção clandestinos, as crianças que desapareceram com seus pais, que continuamos a procurar, são os desaparecidos vivos da ditadura.
Cada neto recuperado pelas Avós da Praça de Maio é uma prova das atrocidades cometidas pelo terrorismo de Estado: sequestro, desaparecimento forçado, assassinato, roubo, rapto de crianças e falsificação de documentos públicos.
O Estado deve garantir o retorno dos netos apropriados, mas desde que o governo Milei assumiu o poder, nada aconteceu além de uma redução nas políticas públicas para garantir esse e todos os direitos do povo. O Banco Nacional de Dados Genéticos teve sua estrutura comprometida e a Comissão Nacional pelo Direito à Identidade teve o quadro de funcionários reduzido pela metade.
Resolvemos 140 casos. Ainda procuramos quase 300 homens e mulheres cujas identidades foram alteradas, os quais, sem saber, transmitem aos seus filhos o silêncio que envolve o desaparecimento dos seus pais. Precisamos das instituições públicas, do apoio da sociedade, do exercício da memória e da quebra dos pactos de silêncio para continuarmos a encontrar os filhos daqueles que lutaram por um país mais justo. Portanto, se souber de alguém com dúvidas, apoie-o; e se tiver informações sobre um possível filho de desaparecido, informe-nos. Nunca é tarde demais.
Estamos nesta praça, com os 30 mil desaparecidos como nossa bandeira, com as mães e avós, com os sobreviventes dos campos de concentração, com os filhos, filhas, netos e netas, irmãos e irmãs, com as famílias dos desaparecidos e com todas as organizações de direitos humanos, unidos ao povo, para dizer a Milei: a memória é a nossa ferramenta. E para exigir: digam-nos onde eles estão! Cinquenta anos depois do golpe, exigimos que os perpetradores do genocídio e seus cúmplices divulguem as informações que estão escondendo. Apesar dos julgamentos, das provas e das condenações por seus crimes, eles continuam a manter o pacto de silêncio.
Após consolidar a condenação social e conquistar a anulação das leis de impunidade por meio da luta popular, os julgamentos finalmente começaram. Foi nesse contexto que Jorge Julio López desapareceu novamente e, 20 anos depois, ainda não sabemos onde ele está ou o que lhe aconteceu: Jorge Julio López precisa ser encontrado e os responsáveis precisam ser punidos! Justiça para Silvia Suppo, testemunha nos julgamentos por crimes contra a humanidade.
Enquanto os sobreviventes continuam relatando o terror nos julgamentos, cada vez menos perpetradores do genocídio estão na prisão: mais de 80 por cento dos detidos estão em prisão domiciliar, outros estão na prisão VIP de Campo de Maio, e mais de 1.500 estão em liberdade.
Enquanto os perpetradores do genocídio são absolvidos pelo governo, políticas repressivas e perseguições judiciais tornam-se os métodos utilizados para silenciar as lutas populares. A criminalização dos protestos avança. Delegados de cooperativas e organizações sociais, membros da comunidade, ativistas políticos e manifestantes são perseguidos, processados e presos.
Cinquenta anos após o golpe genocida, valorizamos este grande ato de unidade que transcende nossas diferenças. De todas as organizações e grupos de direitos humanos que se reuniram na Praça de Maio e em praças por todo o país, exigimos com convicção inabalável:
Liberdade para Milagro Sala, Facundo Jones Huala, Milton Tolomeo, Daniel Vera e todos os presos políticos! Exigimos a anulação de todas as acusações contra eles. Exigimos a anulação da condenação de Alejandro Bodart e a retirada das acusações contra Vanina Biassi, porque denunciar o genocídio não é crime.
A prisão e a proscrição de Cristina Fernández de Kirchner, ex-presidente da Argentina, em um processo denunciado por flagrantes irregularidades durante o qual houve uma tentativa de assassinato contra ela, merecem nossa preocupação e condenação. Liberdade para Cristina Fernández!
Apesar de tudo o que construímos nessas mais de quatro décadas desde o fim da ditadura, a repressão estatal ceifou a vida de centenas de argentinos, como aqueles assassinados em 19 e 20 de dezembro.
Mais de 20 anos após o Massacre de Avellaneda, exigimos justiça e punição para os responsáveis políticos pelos assassinatos de Darío Santillán e Maxi Kosteki.
Presentes os campanheiros Mariano Ferreyra e Carlos Fuentealba. Justiça para Luciano Arruga, Santiago Maldonado, Rafael Nahuel, Facundo Castro, Elías Garay, Luis Espinosa, Facundo Molares, Florencia Morales, Juan Gabriel González, vítimas da brutalidade policial e todas as outras vítimas da repressão estatal.
O governo Milei e Villarruel transformou a repressão a protestos e ataques ao direito de greve em política de Estado, para impedir a mobilização.
Revoguem o protocolo antiprotetos inconstitucional de Bullrich! Parem a repressão estatal!
Parem com a violência policial, as batidas policiais, as prisões arbitrárias e a perseguição!
Exigimos o fim do assédio, da tortura e das mortes em centros de detenção e prisões!
Revoguem a lei que reduz a idade de responsabilidade penal e criminaliza adolescentes. Nossas crianças e jovens não são criminosos. Pela implementação efetiva de políticas públicas que garantam e ampliem os direitos e fortaleçam o sistema integral de proteção à criança e ao adolescente, por infâncias e adolescências livres de toda violência.
Repudiamos o desmantelamento de políticas públicas baseadas na solidariedade. Assistência social universal, não à eliminação de programas sociais, aumento dos benefícios, reabertura das inscrições e distribuição de alimentos para cozinhas comunitárias. Por trabalho digno.
Condenamos o ataque brutal contra aposentados e a repressão a todas as mobilizações populares. Exigimos aumento imediato nas pensões! Justiça para Pablo Grillo, e punição para os responsáveis!
Dizemos não à destruição da saúde pública. E à política de fechamento, desmantelamento, demissões e privatização de hospitais e programas de saúde. Em defesa do Hospital Garrahan como causa nacional! Rejeitamos os processos disciplinares, sanções e tentativas de demissão que o governo quer realizar apesar da decisão judicial favorável! Implementação efetiva da Lei de Emergência Pediátrica e da Lei Nacional da Deficiência.
Defesa incondicional da educação gratuita, laica e pública em todos os níveis! Não à degradação do Ministério da Educação. Implementação efetiva da Lei de Financiamento Universitário e rejeição à última tentativa do governo Milei de modificá-la para evitar o cumprimento.
Não à entrega de recursos comuns. A Lei das Geleiras não deve ser alterada. Defendemos a terra e a água contra o extrativismo. O RIGI aprofunda a política que incendeia e inunda nossos territórios e persegue nossas comunidades.
Parem a militarização de nossos territórios. Exigimos respeito aos direitos dos povos indígenas às suas terras ancestrais, à autodeterminação e à sua cultura, e apoiamos suas reivindicações de restituição. Abaixo, toda a legislação repressiva: leis antiterroristas, revogação da reforma inconstitucional do Código Penal, leis sobre reincidência criminal, atividades antimáfia e o decreto que autoriza as Forças Armadas a usar inteligência e segurança interna.
Exigimos que os três poderes do Estado anulem e revoguem a Lei-Quadro e os Decretos 70/23 e 941/25, que fortalecem ainda mais a antiga Secretaria de Inteligência do Estado (SIDE).
Rejeitamos as políticas pró-fascistas, colonialistas, racistas e xenófobas deste governo. Parem de atacar e perseguir migrantes. Migrar não é crime!
Repudiamos o desmantelamento das políticas de gênero e diversidade, o ataque aos direitos conquistados por mulheres e pessoas LGBTQIA+, a promoção de discursos de ódio nos mais altos escalões do Estado, bem como o aumento da violência de gênero. Parem os feminicídios. Tragam Tehuel de volta à vida. Justiça para Diana Sacayán. Cuidado e reparação para a população trans e travesti.
Dívida é uma farsa, e farsas não devem ser pagas. A única dívida é com o povo; esse dinheiro deve ser usado para aposentadorias, medicamentos, proteção social, empregos, moradia, saúde e educação, não para o FMI. Fora com o FMI!
Abaixo, a reforma trabalhista escravagista de Milei, a reforma do FMI e a reforma trabalhista. Parem as demissões de trabalhadores dos setores público e privado. Não ao fechamento de empresas e à perda de empregos. As políticas de austeridade e a destruição de direitos têm sido e continuam sendo devastadoras, e não foram acompanhadas de um plano de ação robusto para detê-las. As centenas de milhares de nós que hoje lotamos as ruas demonstram nossa vontade de lutar. Precisamos que os sindicatos liderem um plano de ação contra essas políticas. Greve geral e plano de ação agora.
Desta praça, nos solidarizamos e abraçamos as lutas mundo afora..
Justiça para as meninas de Villalba, assassinadas pelo Exército paraguaio. Exigimos o retorno seguro de Lichita. Fora com o imperialismo estadunidense na Venezuela! Parem o bloqueio e a agressão contra Cuba! Ianques fora da América Latina!
Milei está alinhado com o sionismo genocida. Defendemos uma Palestina livre, condenamos o genocídio em Gaza e a agressão dos EUA e de Israel contra o povo do Irã. Dizemos NÃO ao genocídio, NÃO à guerra.
Pela autodeterminação dos povos.
Cinquenta anos se passaram e continuamos lutando por Memória, Verdade e Justiça. Por pão, saúde e trabalho. Educação e moradia.
Ergamos bem alto as fotos dos desaparecidos. Neste momento, eles olham para a Casa do Governo, para aquele ramo do governo que não os procura, enquanto nega sua existência.
Com 30.000 lutas como nossa bandeira, não esquecemos, não perdoamos, não nos reconciliamos. Porque somos a terra do Nunca Mais e do véu branco. Porque continuaremos, como disse Paco Urondo, até que tudo seja como sonhamos e como lutamos.
Cinquenta anos após o golpe genocida, estamos nesta praça para dizer juntos, com a união de que nosso povo precisa:
30 mil desaparecidos, presentes!
30 mil desaparecidos, presentes!
30 mil desaparecidos, presentes!
Agora e para sempre!
Agora e para sempre!
Agora e para sempre!
fonte: pravda.ru
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